domingo, 21 de julho de 2013
Comendo o rabo do jacaré
Bom, para quem gosta da iguaria, a coisa é assim mesmo. Come-se o rabo do bicho. De uma maneira mais elegante, como vem estampado na embalagem, a cauda do jacaré.
A sugestão da receita é simples.
Pegamos algo como 1/2 quilo da cauda do jacaré. Com cortes cuidadosos (uma faca bem afiada para não destroçar e agredir a leve textura da carne) deixamos o meio quilo em forma de pequenos cubos. Deixamos para uma leve marinada com o suco de um limão galego. Sal a gosto.
Enquanto isso, um copo de farinha de rosca é misturado com uma xícara de chá de aveia em flocos. Obviamente, com sal. Mais ainda, folhas de alecrim bem picadas para misturar.
Dois ovos batidos.
Os cubos passarão pelos ovos e pela farinha e fritarão na frigideira, até dourarem.
Do outro lado, pegaremos meio abacate, no ponto, e picamos com paciência. Amassamos. Mais um suco de limão, mais azeite de oliva em abundância, cebola cortada à moda do filme OS BONS COMPANHEIROS, um dente d´alho esmagado e cheiro verde. Completamos com manjericão em abundância. Temos um molho tártaro de abacate, misturando tudo.
Cada um dos cubinhos de jacaré, fritos, mergulhará no molho de abacate.
domingo, 31 de março de 2013
Outra sobremesa
Fios de ovos na porção de uma colher de sopa;
fatia de queijo frescal, meio dedo de espessura;
bananada, uma fatia igual à fatia do queijo.
Muito simples, fatia sobre fatia e fios de ovos por cima. Coma e tome com uma Benedith Gaulesa.
Coquinhos na sobremesa
A sobremesa com coquinho de guariroba (ou gariroba, ou garoba...). Há excelente compota de doce de coquinho de guariroba no mercado de Uberlândia. O coquinho é consistente, com uma mordida se desfaz na boca. Acompanha bem como cobertura de doce de leite ou com uma fatia de queijo (minas, óbvio).
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Marinado do Cerrado
Uma sugestão para as quentes horas do almoço que vivemos, no mês de fevereiro, em Uberlândia.
1 xícara de chá de pequi, em conserva, picadinho;
+ ou - 300 gramas de filé de tilápia picado em cubos, cubinhos;
2 limões espremidos, o sumo, coado, para deixar os cubos de tilápia marinarem;
sal grosso, para jogar por cima da tilápia e deixar desfazer as pedras (meia hora é suficiente);
uns 4 camarões, de água doce, para decorar e mergulhar junto com a tilápia;
tomates cerejas cortados ao meio, e que serão juntados ao peixe;
um raladinho, pouco, de cebola e alho para acompanhar o tomate;
umas 6 folhas de manjericão, 6 folhas de coentro e cebolinha, para o final, por cima;
e, jogue o pequi picado por cima de tudo isso e regue com azeite de oliva, ao gosto de quem comerá.
Bom apetite.
sábado, 25 de agosto de 2012
O que é e onde encontrar um sanduíche morte certa
Após a onda de questionamentos lançada no facebook, torno público alguns esclarecimentos sobre como identificar o local e a materialidade de um SANDUÍCHE MORTE CERTA:
1. O local onde se vende o morte certa deve contar com pelo menos um ou dois vasos com plantas como espada de São Jorge ou comigo ninguém pode. Nota-se maior qualidade do estabelecimento se os vasos forem latas de tinta modificadas para a condição de vasos de flores ou, critério muito importante, verificar a quantidade de bitucas que afogam o pé da planta, na terra do vaso. Quanto mais restos de cigarro no vaso, sem qualquer consideração pela limpeza, melhor. A poeira que sufoca as folhas das plantas também é um bom indício. Um local que prepara um sanduíche morte certa deve, necessariamente, apresentar este adorno decorativo.
2. Outro ponto de destaque é a verificação criteriosa das marcas dos ingredientes. Um estabelecimento que se preza, que serve morte certa de verdade, não apresenta maionese, latas de milho ou bisnagas de catchup com marcas como Nestlé, Hellmans ou coisa parecida. Você verifica descobrindo que a maionese é daquela marca que você jamais imaginou que existisse, que o milho vem numa lata de uma marca com nome índígena que você se esforça, coça a cabeça mas não consegue lembrar de tê-la visto uma única vez na vida.
3. O material de limpeza também é importante. Um local de morte certa é preocupado com limpeza. Tão preocupado que os panos, de chão ou da cozinha (que no caso do morte certa são indistintos) apresentam sempre a coloração cinza, sempre bem longe do branco. É fundamental que o balde da maionese que acabou seja, agora, o balde de limpeza, numa transformação de utilidade muito ecológica.
4. O pão do sanduíche tem que estar empilhado, em sacos, acima da chapa para já ir se acondimentando com a gordura que sobe da fritura.
5. O chapeiro tem ser alguém com a face suada demonstrando o apego ao trabalho, a dedicação do mestre-cuca, a capacidade de suar em bicas para fazer o cliente feliz. Locais com chapeiros ao estilo bob's, mac ou BK não prestam para fazer morte certa. Onde já viu um jaleco limpo como aquele dos chapeiros do bob's. Nem pensar.
6. O bloquinho de anotações tem que ser com o papel de apontamento do jogo do bicho. Os pedidos devem ser anotados em códigos incompreensíveis ao cliente para que se configure um serviço de morte certa.
7. O bacon do morte certa sempre é salgado como se fosse a água do mar. Bacon de sanduíche morte certa é calibrado para o consumidor sentir sede.
8. A presença de motoqueiros é indicativo de que no local se servem mortes certas.
9. A habilidade do chapeiro em passar a mão no dinheiro e, instantaneamente, higienizá-las, no ar, e já poder meter a mão na comida. Somente locais morte certa oferecem isso.
10. A maionese servida em copinhos, saches de plásticos artesanais, são indicativos de um verdadeiro morte certa. Em alguns casos,se a maionese lembrar o gosto de abacate, é lucro. O mestre sanduicheiro, preocupado com o controle de custos, bateu a maionese com abacate maduro para render mais e poupar os clientes de aumentos indesejáveis.
terça-feira, 31 de julho de 2012
costela na pressão
500 gramas de costela bovina, tira, cortada entre os ossos, em espaços de 4 dedos. Panela de pressão. 2 folhas de louro. Antes da cozida, pequena refogada com 2 dentes de alho picados, 1 cebola picada e salpico de pimenta. Depois de uma refogada, água com caldo de carne, sal ao gosto do cozinheiro. Pressão por 40 minutos e a costela estará se desmanchando. Sirva com mandioca cozida.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Linguiça com pimentão e cebola
Numa frigideira de média para grande, com dois pimentões cortados em rodelas (um verde, outro vermelho), duas cebolas médias em lascas de cascas, sal grosso em pequena quantidade, 300 gramas de linguiça apimentada, 1 colher generosa de manteiga sem sal, coentro; a manteiga serve de base à fritura e logo se lança à cebola, com leve dourada, seguida pelo pimentão, só com um mergulho rápido na fritura e a linguiça; a linguiça doura no meio da cebola e do pimentão e, em oito minutos, temos uma linguiça refogada entre cebolas e pimentões; bote no pão; acrescente folhas de coentro.
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