quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Paella no Cantina da Moqueca
Excelente a paella servida no Cantina da Moqueca. Ao início, o aviso do garçom de que o prato demora algo mais do que o normal. Talvez seja pelo capricho necessário à confecção do prato. Excelente.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
A prisão do árbitro
Todos os gremistas devem lembrar da figura...é o árbitro da batalha dos Aflitos. Depois da roubalheira no Recife, a prisão confirma o que a nação tricolor já suspeitava: é picaretagem!!!!
Árbitro de futebol da PM é preso no Rio
Seg, 19 de Dezembro de 2011 14:20
Djalma Beltrami é comandante do Batalhão de São Gonçalo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou na manhã desta segunda-feira (19) a prisão do atual comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Djalma Beltrami, acusado de participar de um esquema de recebimento de propina que seria paga por traficantes do morro da Coruja, em Neves, no município de São Gonçalo, na região metropolitana do Estado.
Beltrami, que também já trabalhou como árbitro de futebol, foi detido tão logo chegou ao quartel do batalhão, e posteriormente encaminhado para a Divisão de Homicídios de Niterói.
Outros sete policiais militares do 7º BPM também foram presos por suposto envolvimento com o narcotráfico da região e formação de quadrilha.
As acusações contra os PMs são baseadas nas investigações que resultaram na Operação Dezembro Negro, deflagrada nesta segunda-feira (19) no município de São Gonçalo.
No total, a polícia busca cumprir 26 mandados de prisão, dos quais 13 contra policiais e 11 referentes a traficantes.
Segundo a polícia, os PMs do 7º BPM cobravam taxas (o popular "arrego") para que não houvesse repressão ao tráfico de drogas na Coruja, na comunidade Marítimas, na favela Nova Brasília, entre outras localidades.
O lucro do grupo chega a R$ 160 mil mensais, de acordo com as investigações.
Beltrami atuou no massacre na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), em abril deste ano, quando um homem entrou na unidade e atirou contra diversas crianças e depois se matou. Ele também participou da ação que retomou o Complexo do Alemão em novembro do ano passado
Árbitro de futebol da PM é preso no Rio
Seg, 19 de Dezembro de 2011 14:20
Djalma Beltrami é comandante do Batalhão de São Gonçalo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou na manhã desta segunda-feira (19) a prisão do atual comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Djalma Beltrami, acusado de participar de um esquema de recebimento de propina que seria paga por traficantes do morro da Coruja, em Neves, no município de São Gonçalo, na região metropolitana do Estado.
Beltrami, que também já trabalhou como árbitro de futebol, foi detido tão logo chegou ao quartel do batalhão, e posteriormente encaminhado para a Divisão de Homicídios de Niterói.
Outros sete policiais militares do 7º BPM também foram presos por suposto envolvimento com o narcotráfico da região e formação de quadrilha.
As acusações contra os PMs são baseadas nas investigações que resultaram na Operação Dezembro Negro, deflagrada nesta segunda-feira (19) no município de São Gonçalo.
No total, a polícia busca cumprir 26 mandados de prisão, dos quais 13 contra policiais e 11 referentes a traficantes.
Segundo a polícia, os PMs do 7º BPM cobravam taxas (o popular "arrego") para que não houvesse repressão ao tráfico de drogas na Coruja, na comunidade Marítimas, na favela Nova Brasília, entre outras localidades.
O lucro do grupo chega a R$ 160 mil mensais, de acordo com as investigações.
Beltrami atuou no massacre na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), em abril deste ano, quando um homem entrou na unidade e atirou contra diversas crianças e depois se matou. Ele também participou da ação que retomou o Complexo do Alemão em novembro do ano passado
Texto de Tony Judt - Hannah Arendt - TTL
Eichmann in Jerusalem’
MAY 11, 1995
Lionel Abel, reply by Tony Judt
E-MAIL PRINT SHARE
IN RESPONSE TO:
At Home in This Century from the April 6, 1995 issue
To the Editors:
I would agree with Tony Judt that the controversy about Hannah Arendt’s Eichmann book [NYR, April 6] was “absurd,” if the object of his judgment was merely the meeting called by Dissent, and in which I regret to say I took part, to debate Ms. Arendt’s theses. And this before persons assembled to either execrate or adore her. I do regret my participation in that affair and broke with Irving Howe years later when he asked me to write something justifying it.
It was not proper to address complex ideas as the Dissent meeting tried to do. But I am not sure that Tony Judt limited his critique to that meeting alone. Could he have meant that it was “absurd” to review Ms. Arendt’s book seriously? Even though it dealt with important matters, about which, as Judt himself concedes, Hannah was inadequately informed? I think quite the contrary: it would have been absurd to not challenge Ms. Arendt’s “aggression”—the word comes from her friend, Karl Jaspers—against Israel and the Jews.
One thing more. I would like to know just what “life-sustaining lies” I depended on, as Tony Judt claims, in my review of Eichmann in Jerusalem, a work whose a priori sociology was backed by so many errors of fact per page. If Tony Judt needs some education in this regard, I suggest that he look at a definitive article on the subject, Gertrude Ezorsky’s “Hannah Arendt Against the Facts,” in the Fall 1963 issue of New Politics.
Lionel Abel
New York City
Tony Judt replies:
I am grateful to Lionel Abel for his letter, as it helps me understand better why he reacted as he did to Eichmann in Jerusalem. It was not a particularly difficult book, but it did require careful reading. Mr. Abel is not a careful reader. As my review made clear, what was “absurd” about the furor over Arendt’s book was not the fact that it aroused so much debate and was reviewed seriously in so many places, but that commentators like Abel—both in his contribution to the infamous Dissent meeting and his 1963 Partisan Review article—could so patently misrepresent it. Moreover, Karl Jaspers did not charge Arendt with “aggression…against Israel and the Jews” but cautioned her of the price she would pay for attacking some of the “life-sustaining lies” on which so many people depend. Mr. Abel’s reaction, then and now, confirms Jaspers’s warning. One of these “life-sustaining lies” is the fiction that “Israel and the Jews” form a single bloc and that to criticize any part of one is to perpetrate an unacceptable attack on both. The role of a certain narrative of the Holocaust in Israeli pedagogy and in the national foundation myth was prominent and remains so. Arendt was quite right to place it at the center of her analysis of the trial; for all her errors of fact (fewer than Mr. Abel implies), her intuition has since been taken up and debated by scholars. The history of Jewish leadership during World War Two is complex and sometimes troubling, and cannot be served up as a simple tale of criminals, heroes, and victims. Like other national stories of collaboration and resistance it is full of gray zones. Mr. Abel feels understandably discomfited to see his beliefs challenged. But to persist in describing Arendt’s disquieting insights as an attack on “the Jews” shows that Mr. Abel has forgotten nothing and learned nothing in the thirty years that have elapsed since his first unfortunate foray into this arena.
MAY 11, 1995
Lionel Abel, reply by Tony Judt
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At Home in This Century from the April 6, 1995 issue
To the Editors:
I would agree with Tony Judt that the controversy about Hannah Arendt’s Eichmann book [NYR, April 6] was “absurd,” if the object of his judgment was merely the meeting called by Dissent, and in which I regret to say I took part, to debate Ms. Arendt’s theses. And this before persons assembled to either execrate or adore her. I do regret my participation in that affair and broke with Irving Howe years later when he asked me to write something justifying it.
It was not proper to address complex ideas as the Dissent meeting tried to do. But I am not sure that Tony Judt limited his critique to that meeting alone. Could he have meant that it was “absurd” to review Ms. Arendt’s book seriously? Even though it dealt with important matters, about which, as Judt himself concedes, Hannah was inadequately informed? I think quite the contrary: it would have been absurd to not challenge Ms. Arendt’s “aggression”—the word comes from her friend, Karl Jaspers—against Israel and the Jews.
One thing more. I would like to know just what “life-sustaining lies” I depended on, as Tony Judt claims, in my review of Eichmann in Jerusalem, a work whose a priori sociology was backed by so many errors of fact per page. If Tony Judt needs some education in this regard, I suggest that he look at a definitive article on the subject, Gertrude Ezorsky’s “Hannah Arendt Against the Facts,” in the Fall 1963 issue of New Politics.
Lionel Abel
New York City
Tony Judt replies:
I am grateful to Lionel Abel for his letter, as it helps me understand better why he reacted as he did to Eichmann in Jerusalem. It was not a particularly difficult book, but it did require careful reading. Mr. Abel is not a careful reader. As my review made clear, what was “absurd” about the furor over Arendt’s book was not the fact that it aroused so much debate and was reviewed seriously in so many places, but that commentators like Abel—both in his contribution to the infamous Dissent meeting and his 1963 Partisan Review article—could so patently misrepresent it. Moreover, Karl Jaspers did not charge Arendt with “aggression…against Israel and the Jews” but cautioned her of the price she would pay for attacking some of the “life-sustaining lies” on which so many people depend. Mr. Abel’s reaction, then and now, confirms Jaspers’s warning. One of these “life-sustaining lies” is the fiction that “Israel and the Jews” form a single bloc and that to criticize any part of one is to perpetrate an unacceptable attack on both. The role of a certain narrative of the Holocaust in Israeli pedagogy and in the national foundation myth was prominent and remains so. Arendt was quite right to place it at the center of her analysis of the trial; for all her errors of fact (fewer than Mr. Abel implies), her intuition has since been taken up and debated by scholars. The history of Jewish leadership during World War Two is complex and sometimes troubling, and cannot be served up as a simple tale of criminals, heroes, and victims. Like other national stories of collaboration and resistance it is full of gray zones. Mr. Abel feels understandably discomfited to see his beliefs challenged. But to persist in describing Arendt’s disquieting insights as an attack on “the Jews” shows that Mr. Abel has forgotten nothing and learned nothing in the thirty years that have elapsed since his first unfortunate foray into this arena.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
CPI privataria - do escrevinhador
Protógenes exige CPI da Privataria
publicada terça-feira, 13/12/2011 às 10:53 e atualizada terça-feira, 13/12/2011 às 11:15
Por Juliana Sada
Ontem, dia 12, o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) protocolou o requerimento de abertura da “CPI da privataria”.
De acordo com Protógenes, o intuito é “investigar em profundidade as denúncias de irregularidades e lavagem de dinheiro apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior”.
Confira a íntegra do requerimento, que está no blog do deputado:
publicada terça-feira, 13/12/2011 às 10:53 e atualizada terça-feira, 13/12/2011 às 11:15
Por Juliana Sada
Ontem, dia 12, o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) protocolou o requerimento de abertura da “CPI da privataria”.
De acordo com Protógenes, o intuito é “investigar em profundidade as denúncias de irregularidades e lavagem de dinheiro apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior”.
Confira a íntegra do requerimento, que está no blog do deputado:
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Absolvição de Fernando Collor de Melo
Hoje é o dia em que o STF absolveu Fernando Collor de Melo dos crimes imputados em decorrência da autorização da Câmara, na conexão com o crime de responsabilidade.
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=124594
Fernando Collor de Mello
Um dos mais longos e célebres julgamentos realizados pela Corte foi a análise da Ação Penal 307, em dezembro de 1994, quando o Supremo absolveu Fernando Collor de Mello da prática de corrupção passiva, por suposto envolvimento no chamado Esquema PC – um esquema que teria sido montado pelo tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias (PC Farias). Nessa época, Collor já havia deixado o cargo de presidente da República – ele renunciou à presidência em dezembro de 1992, a poucos dias do Senado votar o processo de impeachment do “caçador de marajás”.
O julgamento durou quatro dias. Por maioria de votos, o STF acabou absolvendo Collor por falta de provas de sua efetiva participação nos fatos narrados na denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República Aristides Junqueira.
O STF também permitiu que a sessão da Câmara dos Deputados que votou pela abertura do processo de impeachment de Fernando Collor fosse televisionada. O Tribunal concedeu em parte o MS 21564, para garantir o prazo de dez sessões para Collor se defender perante a Câmara, e manteve a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, que havia definido que a sessão seria aberta, e que os votos dos parlamentares não seriam secretos.
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=124594
Fernando Collor de Mello
Um dos mais longos e célebres julgamentos realizados pela Corte foi a análise da Ação Penal 307, em dezembro de 1994, quando o Supremo absolveu Fernando Collor de Mello da prática de corrupção passiva, por suposto envolvimento no chamado Esquema PC – um esquema que teria sido montado pelo tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias (PC Farias). Nessa época, Collor já havia deixado o cargo de presidente da República – ele renunciou à presidência em dezembro de 1992, a poucos dias do Senado votar o processo de impeachment do “caçador de marajás”.
O julgamento durou quatro dias. Por maioria de votos, o STF acabou absolvendo Collor por falta de provas de sua efetiva participação nos fatos narrados na denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República Aristides Junqueira.
O STF também permitiu que a sessão da Câmara dos Deputados que votou pela abertura do processo de impeachment de Fernando Collor fosse televisionada. O Tribunal concedeu em parte o MS 21564, para garantir o prazo de dez sessões para Collor se defender perante a Câmara, e manteve a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, que havia definido que a sessão seria aberta, e que os votos dos parlamentares não seriam secretos.
Mapa da federação - BBC Brasil
Projetos no Congresso podem deixar Brasil com 40 Estados e Territórios
Maurício Moraes
Da BBC Brasil em São Paulo
Atualizado em 12 de dezembro, 2011 - 05:45 (Brasília) 07:45 GMT
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A região do Oiapoque, no extremo norte do país, pode se transformar em um Território Federal
Se todos os projetos para redivisão da Federação que tramitam no Congresso Nacional fossem aprovados, o Brasil contaria com 40 Estados e Territórios, segundo informações da Câmara dos Deputados. O país é hoje formado por 26 Estados e o Distrito Federal.
Além dos projetos de criação dos Estados de Tapajós e Carajás,rejeitados pelos paraenses em plebiscitio no domingo, o Congresso discute a divisão do Piauí, do Maranhão, da Bahia, de Minas Gerais, além do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazonas.
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Em plebiscito, eleitores do Pará rejeitam divisão do Estado
Carajás ostenta prosperidade e violência
Tapajós quer romper isolamento e tornar-se 'Estado ecológico'
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Brasil
Um dos projetos mais avançados é o que cria o Estado de Gurgueia, cujo plebiscito já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (dependendo de votação no Plenário, antes de seguir para o Senado).
A nova unidade incluiria mais de 50% do território do Piauí. A capital seria instalada no município de Alvorada de Gurgueia, cuja população em 2010 era de 5.050 habitantes, segundo o Censo do IBGE. Um dos grandes defensores do projeto foi o ex-senador Mão Santa (PMDB-PI).
Outro projeto, apresentado em 2001 na Câmara dos Deputados, prevê a consulta popular sobre a instalação do Estado do Maranhão do Sul. A proposta também aguarda votação do Plenário.
Além desses dois casos, há projetos para a criação do Estado de São Francisco, no oeste da Bahia, e do Triângulo, na região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.
Mato Grosso também pode ser retalhado, já que há projetos para criação dos Estados de Mato Grosso do Norte e Araguaia, e do Território do Pantanal, ao sul.
Tocantins
Boa parte dos defensores desses projetos usa como argumento o "sucesso" do Estado de Tocantins, desmembrado de Goiás em 1988.
Antes um território desolado no norte de Goiás, hoje o Tocantins é considerado uma das fronteiras agrícolas do país. A capital, Palmas, foi construída especialmente para abrigar o governo do novo Estado.
"O Tocantins é realmente um exemplo (de sucesso)", diz Marco Antonio Teixeira, professor de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.
A criação de Tocantins é considerada um exemplo de sucesso para defensores de novos Estados
"Mas não se pode negligenciar o fato que o Estado tem sido dominado há muito tempo pela família Siqueira Campos", diz.
No quarto mandato como governador de Tocantins, José Wilson Siqueira Campos chegou a fazer greve de fome quando liderava a criação do Estado, nascido com a Constituição de 1988.
Outro projeto que poderia ser viável é o que prevê a criação do Estado do Triângulo, "que é uma região desenvolvida, com arrecadação alta (de impostos)", diz Teixeira.
Territórios
Além de projetos para novos Estados, cuja criação depende de consulta popular antes de seguir para discussão no Congresso Nacional, na Câmara tramitam vários projetos para desmembramento dos atuais Estados em Territórios Federais.
Diferente dos Estados, que possuem autonomia administrativa e são entes da Federação, os Territórios são administrados diretamente pela União, não possuindo sistema judicial próprio nem Assembleia Legislativa.
Na Câmara tramitam projetos para criação dos Territórios de Rio Negro, Solimões e Juruá, todos no Amazonas, além do Oiapoque, em Roraima, e o de Pantanal, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Os últimos Territórios brasileiros foram extintos na Constituição de 1988, quando foram transformados nos Estados de Roraima e Amapá. Na ocasião, o antigo Território de Fernando de Noronha foi incorporado por Pernambuco.
Veja mapa preparado pela Agência Câmara.
'Interesses políticos'
Os interesses de grupos políticos locais na infinidade de cargos abertos na nova administração, nas dezenas de cadeiras da nova Assembleia Legislativa, nas três vagas no Senado e nas pelo menos oito vagas de deputado federal (número mínimo da representação estadual na Câmara) são, em muitos casos, o principal motivo a impulsionar a criação de novos Estados, segundo especialistas.
"Via de regra esses projetos são motivados para atender planos de divisão de poder dentro do Estado", diz Teixeira.
Opinião parecida à do geógrafo Antonio José de Araújo Ferreira, da Universidade Federal do Maranhão. "O risco é ocorrer o mesmo que aconteceu com o grande número de municípios criados na década de 1990. A maior parte hoje depende do Fundo de Participação de Estados e Municípios e não tem viabilidade econômica, não conseguem atender sozinhos as demandas da sociedade", diz Ferreira.
Para o professor, a criação de territórios e até mesmo regiões metropolitanas poderia aproximar o governo de populações que vivem em regiões desoladas.
"Mesmo assim, é preciso ver essas alternativas com muita cautela. No caso das regiões metropolitanas, muitas existem na prática só no papel, porque não há uma integração de verdade entre os municípios na coordenação de políticas públicas", diz.
Maurício Moraes
Da BBC Brasil em São Paulo
Atualizado em 12 de dezembro, 2011 - 05:45 (Brasília) 07:45 GMT
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A região do Oiapoque, no extremo norte do país, pode se transformar em um Território Federal
Se todos os projetos para redivisão da Federação que tramitam no Congresso Nacional fossem aprovados, o Brasil contaria com 40 Estados e Territórios, segundo informações da Câmara dos Deputados. O país é hoje formado por 26 Estados e o Distrito Federal.
Além dos projetos de criação dos Estados de Tapajós e Carajás,rejeitados pelos paraenses em plebiscitio no domingo, o Congresso discute a divisão do Piauí, do Maranhão, da Bahia, de Minas Gerais, além do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazonas.
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Um dos projetos mais avançados é o que cria o Estado de Gurgueia, cujo plebiscito já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (dependendo de votação no Plenário, antes de seguir para o Senado).
A nova unidade incluiria mais de 50% do território do Piauí. A capital seria instalada no município de Alvorada de Gurgueia, cuja população em 2010 era de 5.050 habitantes, segundo o Censo do IBGE. Um dos grandes defensores do projeto foi o ex-senador Mão Santa (PMDB-PI).
Outro projeto, apresentado em 2001 na Câmara dos Deputados, prevê a consulta popular sobre a instalação do Estado do Maranhão do Sul. A proposta também aguarda votação do Plenário.
Além desses dois casos, há projetos para a criação do Estado de São Francisco, no oeste da Bahia, e do Triângulo, na região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.
Mato Grosso também pode ser retalhado, já que há projetos para criação dos Estados de Mato Grosso do Norte e Araguaia, e do Território do Pantanal, ao sul.
Tocantins
Boa parte dos defensores desses projetos usa como argumento o "sucesso" do Estado de Tocantins, desmembrado de Goiás em 1988.
Antes um território desolado no norte de Goiás, hoje o Tocantins é considerado uma das fronteiras agrícolas do país. A capital, Palmas, foi construída especialmente para abrigar o governo do novo Estado.
"O Tocantins é realmente um exemplo (de sucesso)", diz Marco Antonio Teixeira, professor de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.
A criação de Tocantins é considerada um exemplo de sucesso para defensores de novos Estados
"Mas não se pode negligenciar o fato que o Estado tem sido dominado há muito tempo pela família Siqueira Campos", diz.
No quarto mandato como governador de Tocantins, José Wilson Siqueira Campos chegou a fazer greve de fome quando liderava a criação do Estado, nascido com a Constituição de 1988.
Outro projeto que poderia ser viável é o que prevê a criação do Estado do Triângulo, "que é uma região desenvolvida, com arrecadação alta (de impostos)", diz Teixeira.
Territórios
Além de projetos para novos Estados, cuja criação depende de consulta popular antes de seguir para discussão no Congresso Nacional, na Câmara tramitam vários projetos para desmembramento dos atuais Estados em Territórios Federais.
Diferente dos Estados, que possuem autonomia administrativa e são entes da Federação, os Territórios são administrados diretamente pela União, não possuindo sistema judicial próprio nem Assembleia Legislativa.
Na Câmara tramitam projetos para criação dos Territórios de Rio Negro, Solimões e Juruá, todos no Amazonas, além do Oiapoque, em Roraima, e o de Pantanal, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Os últimos Territórios brasileiros foram extintos na Constituição de 1988, quando foram transformados nos Estados de Roraima e Amapá. Na ocasião, o antigo Território de Fernando de Noronha foi incorporado por Pernambuco.
Veja mapa preparado pela Agência Câmara.
'Interesses políticos'
Os interesses de grupos políticos locais na infinidade de cargos abertos na nova administração, nas dezenas de cadeiras da nova Assembleia Legislativa, nas três vagas no Senado e nas pelo menos oito vagas de deputado federal (número mínimo da representação estadual na Câmara) são, em muitos casos, o principal motivo a impulsionar a criação de novos Estados, segundo especialistas.
"Via de regra esses projetos são motivados para atender planos de divisão de poder dentro do Estado", diz Teixeira.
Opinião parecida à do geógrafo Antonio José de Araújo Ferreira, da Universidade Federal do Maranhão. "O risco é ocorrer o mesmo que aconteceu com o grande número de municípios criados na década de 1990. A maior parte hoje depende do Fundo de Participação de Estados e Municípios e não tem viabilidade econômica, não conseguem atender sozinhos as demandas da sociedade", diz Ferreira.
Para o professor, a criação de territórios e até mesmo regiões metropolitanas poderia aproximar o governo de populações que vivem em regiões desoladas.
"Mesmo assim, é preciso ver essas alternativas com muita cautela. No caso das regiões metropolitanas, muitas existem na prática só no papel, porque não há uma integração de verdade entre os municípios na coordenação de políticas públicas", diz.
Estatuto de Westminster
Hoje comemora-se a data da edição do Estatuto. Foi o ato do parlamento britânico que concedeu independência às antigas colônias como Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
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