domingo, 31 de agosto de 2008

tricolores, sempre

O Grêmio marcha firme. Líder, com aproveitamento de 69%. Para quem gosta de estatística, é superior ao desempenho do campeão do ano passado,o tricolor paulista, na mesma rodada.
O que me surpreende é o Ipatinga. O time continua na rabeira do brasileiro e, ao mesmo tempo, é o maior estraga prazeres da temporada. O Vitória, que queria vencer para chegar na beirada do G4, empatou com o lanterna. E olha que o Ipatinga já fez isso com o Inter e outros times. Será o Robin Hood???
O clássico dos horrores, aliás, ficou com o tricolor paulista e o Santos. 0 x 0.
Depois de ter a sede arrombada por torcedores, o Galo mineiro pode reforçar o policiamento ao empatar com a Portuguesa. Por sinal, a Portuguesa veio fazer o que na primeira divisão?
Em Franca, o verde Renato comemora o Palmeiras (o vice da tabela, ainda - e até o final - 5 pontos atrás do Grêmio).
E aquele time vermelho, das margens do Guaíba, continua pastando. Aos colorados, o consolo de se classificar - com empate - com os reservas do Grêmio na sulamericana.
Quem precisa se endireitar é o Figueira. O time está a 5 pontos da zona da degola. Ao continuar a lambança, compromete o sonho de Santa Catarina botar dois na primeira divisão (ah, sim, o Avaí continua bem, muito bem na segundona).

O filme

Para quem quer ocupar o domingo com uma boa pedida, O CHEIRO DO RALO é filme nacional dos bons (dos ótimos). Selton Mello está insuperável.

Sobre as cobras

Sobre as cobras que atacam em fast foods, há relato precioso na internet: a mesma cobra atacou em Jundiaí, SP, e, para calar a boca das vítimas, o Mac ofereceu o dobro da indenização pedida.

Curiosidades urbanas

Tomo iniciativa importantíssima e espero a colaboração dos frequentadores do espaço:
Gostaria de receber relatos sobre quantas LENDAS URBANAS de cobras na piscina de bolas do parque do Habib´s e do Mac vocês já ouviram?
Eu sei que a mesma cobra picou crianças na piscina do Habib´s de Uberlândia, Ribeirão Preto e Goiânia.
Ajudem-me se souberem de outros ataques.

pãozinho

Finalmente o reconhecimento. Foi eleito o melhor pão da cidade aquele da panificadora-loja de conveniência Karaíba, na Rafael Marino Neto. Na edição de hoje do Correio, dia do aniversário de Uberlândia, houve a consagração - merecida - do sempre ao ponto pão francês da padaria (na Rafael Marino Neto, ao lado do prédio da FPU). Há a crocância necessária na parte de cima, a massa interior é solta, ventilada na medida certa, sem umidade, sem secura, e o assado da casca do pão é da cor d´ouro. Quem quiser, há também o pãozinho com massa integral, maciez diminuída mas gosto não.
Há sugestões de consumo do pãozinho (vá no horário que a fornada sai):
- pegue quente, pingue azeite de oliva extra-virgem, duas rodelas de tomate (explodindo de vermelhos) e folhas de manjericão;
- ou, simplesmente, passe manteiga.

Argumentos idiotas

Olhem o grau de idiotia. Os detratores da demarcação da TI Raposa do Sol alegam que o município de Pacaraima desaparecerá. Uaaaauuuuu. Depois desta, por pouco não tive que realizar retratação pública aos meus alunos. Todas as minhas aulas sobre bens públicos devem estar redondamente erradas. Nunca tinha mencionado este fato, que os bens de uso especial da União suprimem o território municipal. Também, nunca tinha ouvido coisa igual. Aos fatos:
- terras indígenas - TIs são bens de uso especial da União;
- bens de uso especial não suprimem territórios municipais;
- o território municipal continua exatamente como dantes;
- a única possibilidade de alteração do território municipal, pela União, é a criação de um território federal.
Seguindo a linha de raciocínio dos detratores da demarcação, começo a imaginar o prefeito Odelmo Leão fazendo protesto em Brasília porque a UFU vai construir o campus Glória, às margens da BR 050. Como o campus da universidade federal também é bem de uso especial, vai o prefeito reclamar que a construção do campus vai tomar uma grande área do território de Uberlândia. É melhor rir para não chorar, até porque a nativa imprensa embarcou na onda da supressão do território municipal (a ignorância impressa).

pré sal

Do Janio de Freitas, na Folha de São Paulo:
O INESPERADO acontece: o governo Lula aparenta ser, em relação ao petróleo do pré-sal, o único sensato (ou menos insensato, porque o ministro Edson Lobão tem o dom da fala e, pior, usa-o).
Numerosos setores empresariais e financeiros atropelam-se em uma caça ao tesouro desnorteada, para situar-se em posição de influir no que nem sabem como é ou será ou se será, mas fiéis à idéia de que o melhor proveito deve ser do capital privado. A Associação das Empresas Produtoras de Petróleo é como um epicentro de terremoto cercado de erupções vulcânicas de interesses e ansiedades.
O noticiário, no mais delicado diagnóstico, pirou. Nos últimos tempos, acentua-se no jornalismo brasileiro a dificuldade de tratar mais de um tema relevante. O vício não é propriamente novo, e em muitos casos a concentração é mesma correta (episódio das diretas, CPI do governo Collor, por exemplo). É da tradição, no tratamento vasto e tumultuoso de um tema, o predomínio da complacência sobre a cobrança rigorosa de veracidade. As disputas descontroladas entre jornalistas levam muitos a exacerbar suas tendências de sobrepor a ficção ao factual. O novo petróleo, no entanto, trouxe novidade também no jornalismo.
O exagero de chutes (ou a escassez de notícias sérias) levou Lula a dois desmentidos inequívocos. "Não existe nova estatal", disse ele em discurso no Ceará quando, semana passada, o tema de nova estatal estava no auge. No conselhão de Desenvolvimento Econômico e Social, quinta-feira, apesar de já haver dito que "a comissão só entregará as sugestões de modelo no fim de setembro", Lula precisou mandar outra direta aos jornalistas: "O modelo não está definido". No noticiário impresso que li, as falas de Lula não incluíram os dois desmentidos.
A norma da retificação, que exigiu muita persistência contra o hábito do jornalismo pelo facilitário, recebeu um aceno a propósito das notícias sobre desapropriação do pré-sal, nas áreas já conquistadas pela Petrobras e suas associadas estrangeiras. É que a procedência dessa alucinação pôde ser ligada em parte ao próprio ministro de Minas e Energia, Edson Lobão -não por acaso, ex-jornalista, embora fosco, do contingente ficcional da ditadura.
Não chega a compensar, mas a semana encerrou em definitivo uma ficção. Juca Ferreira tomou posse como ministro de um ministério de que já era o verdadeiro ministro. Gilberto Gil foi uma ficção, útil à sua bem aproveitada promoção no exterior, mas farsa da qual o seu talento não precisava e o conveniente caráter deveria recusar -se não por si mesmo, em consideração à cultura.
Outra ficção já está prometida: "Nós vamos dar segurança para a população" (...) "votar em liberdade", diz o ministro Nelson Jobim sobre a aprovada e ainda não efetivada presença do Exército no Rio. Mais realista, explica sobre a insegurança dos candidatos: "Não caberá às Forças [Armadas] ciceronear candidatos. O problema é deles". É a eleição ficcional.